segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Alguns versículos do Alcorão o livro sagrado da “Religião da Paz”


 
Surata 2, (AL BÁCARA; A Vaca) versículos; 191, 193, 216

191. “Matai-os onde quer se os encontreis e expulsai-os de onde vos expulsaram, porque a perseguição é mais grave do que o homicídio. Não os combatais nas cercanias da Mesquita Sagrada, a menos que vos ataquem. Mas, se ali vos combaterem, matai-os. Tal será o castigo dos incrédulos”.
93. “E combatei-os até terminar a perseguição e prevalecer a religião de Alah”.
16 “Está-vos prescrita a luta pela causa de Alah, embora o repudieis. É possível que repudieis algo que seja um bem para vós e, gosteis de algo que vos seja prejudicial? Todavia, Alah sabe todo o bem que fizerdes, Alah dele tomará consciência”.

 
Surata 3, (ÁAL ‘IMRAN; A Família de Imran), versículos; 157, 158, 169, 177, 178, 195.

157. “Mas, se morrerdes ou fordes assassinados pela causa de Alah, sabei que a Sua indulgência e a Sua clemência são preferíveis a tudo quando possam acumular”.
158. “E sabei que, tanto se morrerdes, como ser fordes assassinados, sereis congregados ante Alah”.
169. “E não creiais que aqueles que sucumbiram pela causa de Alah estejam mortos; ao contrário, vivem, agraciados, ao lado do seu Senhor”.
177. “Aqueles que trocam a fé pela incredulidade em nada, prejudicam a Alah, e sofrerão um doloroso castigo”.
178. “Que os incrédulos não pensem que os toleramos, para o seu bem; ao contrário, toleramo-los para que suas faltas sejam aumentadas. Eles terão um castigo afrontoso”.
195 “Enquanto àqueles que sofreram pela causa de Alah, combateram e foram mortos, absorvê-los-ei dos seus pecados e os introduzirei em jardins, abaixo dos quais corres os rios, como recompensa de Alah”.

 

Surata 4, (AN NISSÁ; As Mulheres), versículos; 34, 74, 76, 89, 95, 101

34. “Os homens são os protetores das mulheres, porque Alah dotou uns com mais força do que as outras, e pelo o seu sustento do seu pecúlio. As boas esposas são as devotas, que guardam, na ausência do marido, o segredo que Alah ordenou que fosse guardado. Quanto àquelas, de quem suspeitais deslealdade, admoestai-as na primeira vez, abandonai os seus leitos na segunda vez e castigai-as na terceira vez”
74. “Que combatam pela causa de Alah aqueles dispostos a sacrificar a vida terrena pela futura, porque a quem combater pela causa de Alah, quer sucumba, quer vença, concederemos magnífica recompensa”.
76. “OS fiéis combatem pela causa de Alah; os incrédulos, ao contrário, combatem pela do sedutor. Combatei, pois, os aliados de Satanás, porque a angústia de Satanás é débil”
89 “Não tomeis a nenhum deles por confidente, até que tenham migrado pela causa de Alah. Porém, se se rebelarem, capturai-os então, matai-os, onde quer que os acheis, e não tomeis a nenhum deles por confidente nem por socorredor”.
95 “Os fiéis, que, sem razão fundada, permanecem em suas casas, jamais se equiparam àqueles que sacrificam os seus bens e suas vidas pela causa de Alah; Ele concede maior dignidade àqueles que sacrificam os seus bens e suas vidas do que aos que permanecem em suas casas”.
101 “Os incrédulos; em verdade vos digo, eles são vossos inimigos declarados”.

 

Surata 5 (AL MÁIDA; A Mesa Servida), versículos; 36, 54.

36 “O castigo, para aqueles que lutam contra Alah e contra o Seu é que sejam mortos, ou crucificados, ou lhes seja decepada a mão e o pé opostos, ou banidos. Tal será, para eles, um aviltamento nesse mundo e, no outro, sofrerão um severo castigo”.
54 “Ó fiéis, não tomeis por confidentes os judeus nem os cristãos; que sejam confidentes entre si. Porém, quem dentre vós os tomares por confidentes, certamente será um deles; e Deus não encaminha os iníquos”.

 

Surata 8 (AL ANFAL; Os Espólios), Versículos; 12, 13, 14, 15, 16, 17, 59, 60, 65.

12. “E de quando o teu Senhor revelou aos anjos: Estou convosco; firmeza, pois, aos fiéis! Logo infundirei o terror nos corações dos incrédulos; decapitai-os e decepai-lhes os dedos!”
13. “Isso, porque contrariaram Alah e o Seu Mensageiro; saiba, quem contrariar Alah e o Seu Mensageiro, que Alah é Severíssimo no castigo.”
14. “Tal é o castigo pelo desafio; provai-o, pois! E sabei que os incrédulos sofrerão o tormento infernal.”
15. “Ó fiéis, quando enfrentardes em batalha os incrédulos, não lhes volteis as costas.
16. Aquele que, nesse dia, lhes voltar as costas – a menos que seja por estratégia ou para reunir-se com outro grupo incorrerá na abominação de Alah, e sua morada será o inferno. Que funesto destino!”
17. “Vós que não os aniquilastes, ó muçulmanos! Foi Alah quem os aniquilou; e apesar de seres tu ó Mensageiro quem lançou areia, o efeito foi causado por Alah. Ele fez para Se provar indulgente aos fiéis, porque é Oniouvinte, Sapientíssimo.”
59. “E não pensem os incrédulos que poderão obter coisas melhores do que os fiéis. Jamais o conseguirão.”
60. “Mobilizai tudo quando dispuserdes, em armas e cavalaria, para intimidar, com isso, o inimigo de Alah e vosso, e se intimidarem ainda outros que não conheceis, mas que Alah bem conhece. Tudo quanto investirdes na causa de Alah, ser-vos á retribuído e não sereis defraudados.”
65 “Ó Profeta, estimula os fiéis ao combate. Se entre vós houvesse vinte perseverantes, venceriam duzentos, e se houvessem cem, venceriam mil dos incrédulos, porque estes são insensatos.”

 

 Surata 9 (AT TAUBAH; O Arrependimento), versículos; 5, 14 ,29.

9:5 “Mas quanto os meses sagrados houverem transcorrido, matai os idólatras onde quer que os acheis; capturai-os, acossai-os e espreitai-os; porém, caso se arrependam, observem a oração e paguem o *Jizya, abri-lhes o caminho."
9:14 “Combatei-os! Alah os castigará, por intermédio das vossas mãos.”
9:29 “Combatei aqueles que não creem em Alah e no Dia do Juízo Final, nem abstêm do que Alah e Seu Mensageiro proibiram, e nem professam a verdadeira religião daqueles que receberam o Livro, até que, submissos, paguem o *Jizya."
[*imposto para poder morar entre os Muçulmanos].

 

Surata 33 (AL AHZÁB; Os Partidos), versículo 59.

59. “O profeta, dizei a tuas esposas, tuas filhas e às mulheres dos fiéis que quando saírem se cubram com as suas mantas; isso é mais conveniente, para que distingam das demais e não sejam molestadas; sabei que Alah é Indulgente, Misericordiosíssimo.”

 

 Surata 47 (MOHAMMAD; Mohammad), versículo 4.

4 “E quando vos enfrentardes com os incrédulos, em batalha, golpeai-lhes os pescoços, até que os tenhais dominado, e tomai os sobreviventes como prisioneiros. Libertai-os, então, por generosidade ou mediante resgate, quando a guerra tiver terminado. Tal é a ordem. E se Alah quisesse, Ele mesmo ter-Se-ia livrado deles; porém, facultou-vos a guerra para que vos provásseis mutuamente. Quanto àqueles que foram mortos pela causa de Alah, Ele jamais desmerecerá as suas obras.”

 

 Surata 48 (AL FATH; O Triunfo), versículos; 28, 29.

28. “Ele foi Quem enviou o Seu Mensageiro com a orientação e com a verdadeira religião, para fazê-las prevalecer sobre todas as outras religiões; e Alah é suficiente Testemunha disso.”
29. “Mohammad é o Mensageiro de Alah, e aqueles que estão com ele são severos para com os incrédulos, porém compassivos entre si.”

 

Surata 61 (AS SAF; As Fileiras), versículo 4.

4 “Em verdade, Alah aprecia aqueles que combatem, em fileiras, por sua causa, como se fossem uma sólida muralha”.

 

O Alcorão livro sagrado dos muçulmanos possui 114 Suratas (Capítulos)


Referencias Bibliográficas:

Alcorão.
 


 

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Rajm: Apedrejamento até a morte



VÍDEO: Apedrejamento de uma mulher no Afeganistão

O apedrejamento (em árabe “رجم بالحجارة transl, “rajm bialhijara”) conhecido popularmente pelo primeiro nome ‘Rajm’ está previsto na lei islâmica, a sharia, para punir tanto mulheres quanto homens em caso de adultério, fornicação e estupro sendo que a vítima condenada, pode também receber outros tipos de punição, fora o apedrejamento.
Dificuldades legais
As mulheres são mais propensas a ser acusadas de adultério porque elas não podem requerer o divórcio, ao contrário de seus maridos, que podem o fazer quando estiverem insatisfeitos. Além do homem ter o direito de se casar com cinco mulheres, ele também pode manter relações sexuais com uma mulher solteira por meio do “casamento temporário”.
Não é incomum mulheres serem culpabilizadas apenas para receberem a pena. Não existe idade para tal pena, sendo comum casos de meninas apedrejadas até a morte.
Muitos países muçulmanos abandonaram esta forma bárbara de punição devido à influência secular democrático-ocidental ao longo de quase todo o século vinte, porém, desde a revolução islâmica no Irã em 1979, essa prática barbara está voltando, e cada vez com mais força. Nos países governados pela lei islâmica, Sharia como Arábia Saudita, Irã, Afeganistão, Maldivas, Líbia e Iêmen, o apedrejamento é uma das formas legalizadas de punição. Em áreas dominadas pelo Estado Islâmico, o apedrejamento tem sido uma das formas de execução mais utilizadas. A província de Aceh, na Indonésia, legalizou o apedrejamento de adúlteros em 2009, bem como doze estados no norte da Nigéria.
Sob a lei Sharia, o apedrejamento nesses países e regiões, é uma das muitas formas de punições legalizadas, os infratores são mortos como determina a Sharia, mas imprensa internacional, a casos como esses, dão pouca atenção. O apedrejamento à morte de adúlteros e/ou fornicadores são também relatados em países como o Sudão, Turquia, Nigéria e Paquistão, perpetrados extrajudicialmente através de fatwas pelos imãs locais ou por tribunais islâmicos das aldeias.

E qual é a visão dos muçulmanos sobre a pena de morte por apedrejamento?


Segundo uma pesquisa do Pew Research Center, feita em 2010, eram favoráveis ao apedrejamento a seguinte percentagem de muçulmanos: Egito (82%), Paquistão (82%), Jordânia (70%), Nigéria (56%), Indonésia (42%), Líbano (23%) e Turquia (16%).

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Trecho do final da entrevista do presidente Obama na qual ele disse no qual ele diz,ISIS não é islâmico!

"trecho do final da entrevista do presidente Obama"

Obama: O ISIS não é islâmico! nenhuma religião tolera a morte de inocentes.
Repórter Lukas: Mas sr. Presidente, e os mandamentos do islã que manda matar e cometer atos horríveis contra inocentes em nome de Alah.
Obama: Isso não é vdd!

-O repórter Lukas leu os versículos resumidamente devido ao pouco tempo da entrevista mas, aqui estão todos eles por extenso-

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Surata 2, versículos; 191, 193, 216
191. “Matai-os onde quer se os encontreis e expulsai-os de onde vos expulsaram, porque a perseguição é mais grave do que o homicídio. Não os combatais nas cercanias da Mesquita Sagrada, a menos que vos ataquem. Mas, se ali vos combaterem, matai-os. Tal será o castigo dos incrédulos”.
193. “E combatei-os até terminar a perseguição e prevalecer a religião de Alah”.
216 “Está-vos prescrita a luta pela causa de Alah, embora o repudieis. É possível que repudieis algo que seja um bem para vós e, gosteis de algo que vos seja prejudicial; todavia, Alah sabe todo o bem que fizerdes, Alah dele tomará consciência”.

Surata 3, versículos; 157, 158, 169, 177, 178, 195.
157. “Mas, se morrerdes ou fordes assassinados pela causa de Alah, sabei que a Sua indulgência e a Sua clemência são preferíveis a tudo quando possam acumular”.
158. “E sabei que, tanto se morrerdes, como ser fordes assassinados, sereis congregados ante Alah”.
169. “E não creiais que aqueles que sucumbiram pela causa de Alah estejam mortos; ao contrário, vivem, agraciados, ao lado do seu Senhor”.
177. “Aqueles que trocam a fé pela incredulidade, em nada prejudicam a Alah, e sofrerão um doloroso castigo”.
178. “Que os incrédulos não pensem que os toleramos, para o seu bem; ao contrário, toleramo-los para que suas faltas sejam aumentadas. Eles terão um castigo afrontoso”.
195 “Enquanto àqueles que sofreram pela causa de Alah, combateram e foram mortos, absorvê-los-ei dos seus pecados e os introduzirei em jardins, abaixo dos quais corres os rios, como recompensa de Alah”.

Surata 4, versículos; 74, 76, 89, 95, 101
74. “Que combatam pela causa de Alah aqueles dispostos a sacrificar a vida terrena pela futura, porque a quem combater pela causa de Alah, quer sucumba, quer vença, concederemos magnífica recompensa”.
76. “OS fiéis combatem pela causa de Alah; os incrédulos, ao contrário, combatem pela do sedutor. Combatei, pois, os aliados de Satanás, porque a angústia de Satanás é débil”
89 “Não tomeis a nenhum deles por confidente, até que tenham migrado pela causa de Alah. Porém, se se rebelarem, capturai-os então, matai-os, onde quer que os acheis, e não tomeis a nenhum deles por confidente nem por socorredor”.
95 “Os fiéis, que, sem razão fundada, permanecem em suas casas, jamais se equiparam àqueles que sacrificam os seus bens e suas vidas pela causa de Alah; Ele concede maior dignidade àqueles que sacrificam os seus bens e suas vidas do que aos que permanecem em suas casas”.
101 “Os incrédulos; em verdade vos digo, eles são vossos inimigos declarados”.

Surata 5, versículos; 36, 54.
36 “O castigo, para aqueles que lutam contra Alah e contra o Seu Mensageiro e semeiam a corrupção na terra, é que sejam mortos, ou crucificados, ou lhes seja decepada a mão e o pé opostos, ou banidos. Tal será, para eles, um aviltamento nesse mundo e, no outro, sofrerão um severo castigo”.
54 “Ó fiéis, não tomeis por confidentes os judeus nem os cristãos; que sejam confidentes entre si. Porém, quem dentre vós os tomares por confidentes, certamente será um deles; e Deus não encaminha os iníquos”.

Surata 8, Versículos; 12, 13, 14, 15, 16, 17, 59, 60, 65.
12. “E de quando o teu Senhor revelou aos anjos: Estou convosco; firmeza, pois, aos fiéis! Logo infundirei o terror nos corações dos incrédulos; decapitai-os e decepai-lhes os dedos!”
13. “Isso, porque contrariaram Alah e o Seu Mensageiro; saiba, quem contrariar Alah e o Seu Mensageiro, que Alah é Severíssimo no castigo.”
14. “Tal é o castigo pelo desafio; provai-o, pois! E sabei que os incrédulos sofrerão o tormento infernal.”
15. “Ó fiéis, quando enfrentardes em batalha os incrédulos, não lhes volteis as costas.
16. Aquele que, nesse dia, lhes voltar as costas – a menos que seja por estratégia ou para reunir-se com outro grupo incorrerá na abominação de Alah, e sua morada será o inferno. Que funesto destino!”
17. “Vós que não os aniquilastes, ó muçulmanos! Foi Alah quem os aniquilou; e apesar de seres tu ó Mensageiro quem lançou areia, o efeito foi causado por Alah. Ele fez para Se provar indulgente aos fiéis, porque é Oniouvinte, Sapientíssimo.”
59. “E não pensem os incrédulos que poderão obter coisas melhores do que os fiéis. Jamais o conseguirão.”
60. “Mobilizai tudo quando dispuserdes, em armas e cavalaria, para intimidar, com isso, o inimigo de Alah e vosso, e se intimidarem ainda outros que não conheceis, mas que Alah bem conhece. Tudo quanto investirdes na causa de Alah, ser-vos á retribuído e não sereis defraudados.”
65 “Ó Profeta, estimula os fiéis ao combate. Se entre vós houvesse vinte perseverantes, venceriam duzentos, e se houvessem cem, venceriam mil dos incrédulos, porque estes são insensatos.”

 Surata 9, versículos; 5, 14 ,29.
9:5 “Mas quanto os meses sagrados houverem transcorrido, matai os idólatras onde quer que os acheis; capturai-os, acossai-os e espreitai-os; porém, caso se arrependam, observem a oração e paguem o *Jizya, abri-lhes o caminho."
9:14 “Combatei-os! Alah os castigará, por intermédio das vossas mãos.”
9:29 “Combatei aqueles que não creem em Alah e no Dia do Juízo Final, nem abstêm do que Alah e Seu Mensageiro proibiram, e nem professam a verdadeira religião daqueles que receberam o Livro, até que, submissos, paguem o *Jizya."
[*imposto para poder morar entre os Muçulmanos]”.

 Surata 47, versículo 4.
4 “E quando vos enfrentardes com os incrédulos, em batalha, golpeai-lhes os pescoços, até que os tenhais dominado, e tomai os sobreviventes como prisioneiros. Libertai-os, então, por generosidade ou mediante resgate, quando a guerra tiver terminado. Tal é a ordem. E se Alah quisesse, Ele mesmo ter-Se-ia livrado deles; porém, facultou-vos a guerra para que vos provásseis mutuamente. Quanto àqueles que foram mortos pela causa de Alah, Ele jamais desmerecerá as suas obras.”

 Surata 48, versículos; 28, 29.
28. “Ele foi Quem enviou o Seu Mensageiro com a orientação e com a verdadeira religião, para fazê-las prevalecer sobre todas as outras religiões; e Alah é suficiente Testemunha disso.”
29. “Mohammad é o Mensageiro de Alah, e aqueles que estão com ele são severos para com os incrédulos, porém compassivos entre si.”

Surata 61, versículo 4.
4 “Em verdade, Alah aprecia aqueles que combatem, em fileiras, por sua causa, como se fossem uma sólida muralha”.
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Repórter Lukas: Aqui está os mandamentos do Islã, e o sr. não disse que isso não é vdd?! 
Obama: não! isso nunca aconteceu.
Repórter Lukas: aconteceu sim, eu tenho gravado. Sr., Presidente? Sr. presidente porque está correndo? Sr. O sr. não disse que nenhuma religião tolera a morte de inocentes?! Sr!!! Sr.
Presidente? Droga ele fugiu?


“Nesse momento Obama sai da sala de entrevista, e o vídeo termina.”


Referencias:

Pronunciamento oficial de Barak Obama sobre o Estado Islâmico.

Alcorão 

domingo, 14 de agosto de 2016

Raif Badawi

Raif Badawi em 2012

Nascido em 14 de janeiro de 1984, é um escritor ativista saudi-arábico, criador do blog "Free Saudi Liberals" (em português, "Sauditas Liberais Livres").
Raif foi preso em 2012 pela acusação de ter insultado o Islã através de meios eletrônicos, além de também ter sido trazido para corte por acusações de apostasia. O blogueiro foi sentenciado por sete anos na prisão e 600 chibatadas em 2013, sentença essa que, em 2014, foi aumentada para 1000 chibatadas, 10 anos na prisão e uma multa em dinheiro. As chibatas foram parceladas e, a primeira sessão de 50 foi realizada em 9 de janeiro de 2015. A segunda sessão tem sido adiada várias vezes, principalmente por razões da precária saúde de Badawi, que tem hipertensão e tem seu estado piorado desde a primeira sessão. Sua esposa, Ensaf Haidar, alegou que Raif não vai conseguir sobreviver.

Vida pessoal


Raif Badawi foi educado até seu sétimo ano de ensino, assim como sua irmã Samar, que também é ativista. Badawi é pai de três crianças (Terad, Najwa e Miriam) e casou-se com Ensaf Haidar em 2002, na Arábia Saudita. Atualmente, sua mulher e seus três filhos estão em asilo político em Quebec, no Canadá, desde 2013.

Sentença


Em 17 de junho de 2012, Raif Badawi foi preso devido ao crime de "insultar o Islã através de meios eletrônicos", e em dezembro do mesmo ano, também foi acusado de apostasia - crime punido com automática pena de morte. A fundação Human Rights Watch declarou que o blog de Badawi teria criticado figuras religiosas importantes. Além disso, ele também teria sugerido que a Universidade Islâmica Imam Muhammad ibn Saud estava se tornando um "quintal para terroristas".

Badawi foi primeiramente acusado de apóstata em 2008, mas foi liberado após um dia de inquérito. O governo o proibiu de sair do país e congelou suas contas bancárias em 2009. A família de Ensaf, a esposa de Badawi, foi, consequentemente, levada a preencher uma ação na corte para fazer um divórcio forçado do casal devido à acusação de apostasia cometida por Badawi.

Badawi foi acusado pela corte de Jeddah, em dezembro de 2012, de "manter um site que mina a segurança geral", "ridicularizando figuras religiosas islâmicas", e "ter ido 'além do reino da obediência'". Este juiz indicou Badawi para uma corte maior, pelo crime de apostasia, declarando que ele "não poderia dar um veredito no caso de apostasia". Em 22 de dezembro, a Corte Geral em Jeddah decidiu prosseguir com o caso de apostasia. A corte maior se negou a ouvir o caso e voltou o caso para a corte menor.

Após a prisão de Raif, em 2012, a Anistia Internacional declarou que este estava preso "apenas por pacificamente ter exercido seu direito de liberdade de expressão". Um porta-voz do grupo relatou que "Até na Arábia Saudita, local que a repressão é algo recorrente, é inaceitável que uma sentença de pena de morte para um ativista cujo único "crime" foi o de possibilitar um debate online". O Human Rights Watch pediu para que o governo retirasse a sentença, declarando: "A pena colocada contra ele, baseadas apenas no envolvimento de Badawi em construir um blog para pacificamente discutir sobre religião e figuras religiosas, viola seu direito de liberdade de expressão".

Em 30 de julho de 2013, a mídia saudita noticiou que Raif Badawi teria sido sentenciado a sete anos de prisão e 600 chibatadas por criar um fórum online que "viola valores islâmicos e propaga o pensamento liberal". A corte também pediu que o site fosse fechado.
Em 26 de dezembro de 2014, a esposa de Badawi falou a CNN que o juiz havia recomendado Badawi a ir antes que a corte maior lhe sentenciasse a pena de morte por apostasia. Em 7 de maio, Badawi teve sua pena reajustada para 1000 chibatadas e dez anos de prisão. Além disso, ele deveria também pagar uma multa de 1 milhão de riyal (equivalente a mais de 800 mil reais em 2015).

O advogado de Raif Badawi, Waleed Abulkhair foi preso após criar "Monitor dos Direitos Humanos na Arábia Saudita", uma organização de direitos humanos saudita. Ele foi sentenciado por "criar uma organização não-licenciada" e por quebrar a "allegiance with the ruler". Os pedidos de Waleed para licenciar a organização foram negados. Em 7 de julho de 2014, o advogado foi sentenciado a 15 anos de detenção, seguidos por 15 anos proibidos de viajar. A Corte Especializada Criminal em Jeddah o provou culpado de "minar o regime" e "insultar o judiciário".

O advogado Waleed Abu Alkhair falou a BBC que o Sr. Badawi, pai de três crianças, tinha confirmado em corte que era muçulmano, mas falou ao juiz que 'todos tem a escolha de acreditar ou não acreditar'". Alguns dias após a corte ouvir a esposa de Badawi, Ensaf Haidar começou a receber ameaças de morte anônimas. Ela e seus três filhos estão exilados no Canadá.

De acordo com o Human Rights Watch e seu resumo da atuação da Arábia Saudita no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, "Durante o ano passado, autoridades sauditas têm assediado, investigado, sentenciado e colocando na cadeia proeminentes e pacíficos dissidentes e ativistas de direitos humanos, sob acusações baseadas apenas nas suas pacíficas práticas dos direitos básicos, particularmente o direito a liberdade de expressão, incluindo Abdullah al-Hamid, Mohammed al-Bajadi, Abd al-Kareem al-Khodr, Omar al-Seed e Raif Badawi". Kacem El Ghazzali falou no Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas, representando a União Humanista e Ética Internacional (IHEU), criticando a Arábia Saudita por sentenciar Raif Badawi por 7 anos de prisão e 600 chibatadas, a união chamou isso de "sentença violenta gratuita".

Desde março de 2011, as autoridades continuam a campanha de repressão em nome da segurança. As autoridades têm reprimido ativistas pacíficos que pedem por reformas e protestam contra violações de direitos humanos. Aqueles que se expressam, são presos independentemente de serem críticos, blogueiros, ativistas ou acadêmicos. Raif Badawi é apenas um dos muitos"(Anistia Internacional, Canadá).

Em 1 de março de 2015, a esposa de Badawi falou a repórteres que juízes na corte criminal da Arábia Saudita queriam retirar a acusação de apostasia. Se provado culpado, Badawi será sentenciado a morte.
Em Dezembro de 2015, Badawi foi distinguido pelo Parlamento Europeu pelo Prémio Sakharov,, recebido pela sua mulher que para a ocasião se deslocou a Estrasburgo a partir do seu exílio no Canadá.

Referencias:

Wikipedia.org 

Saudi Arabia: Website Editor Facing Death Penalty

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Os lobos (nada) solitários do Estado Islâmico e da Al-Qaeda



De maneira reiterada, serviços de segurança ocidentais e jornalistas que cobrem temas relacionados com a segurança, afirmam que entre as estruturas dos grupos jihadistas militam alguns indivíduos que se radicalizam sós, atuam sós e cometem atos terroristas sós pois, segundo seu ponto de vista, são induzidos ao crime por meio das redes sociais.
Esta versão que fez carreira e rapidamente se dá por veraz, na realidade não é certa. Não há tais lobos solitários. Estado Islâmico e Al-Qaeda são organizações piramidais, estruturadas por células articuladas que atuam sob os critérios da guerra revolucionária e que gravitam ao redor da conspiratividade, da clandestinidade e da compartimentação.
Ninguém que integre um grupo terrorista, seja islâmico como o Estado Islâmico, Hamas, Hizbolah ou Al-Qaeda, ou comunista como as FARC ou o ELN, pode atuar só. As estruturas armadas de uns e outros são células terroristas imbuídas por uma doutrina definida, uma organização básica, e dirigidos por responsáveis político, financeiro, militar, de organização e propaganda, que por sua vez prestam contas a cabeças de nível intermediário e estes aos cabeças superiores.
Nessa ordem de idéias, as ações de cada célula são avaliadas pelas estruturas superiores, devem acoplar-se a um programa tático e estar inseridas em um plano estratégico. A razão é simples: se uma organização terrorista não impõe a disciplina interna, corre o risco de cair na anarquia ou na infiltração do adversário.
Nos casos de terroristas que no último ano atuaram nos Estados Unidos, até o presidente Obama disse que não existe ligação com células jihadistas, em que pese que os cabeças do ISIS reconheceram a autoria. Tal situação raia entre a ingenuidade, o desconhecimento do proceder tático-estratégico dos jihadistas, ou o que é mais grave, o desejo de ocultar informação verdadeira para evitar o pânico.
O ataque terrorista na maratona de Boston, o massacre de San Bernardino-Califórnia e a matança em Orlando-Florida, para citar três casos concretos, corroboram que os terroristas buscaram o mesmo efeito político-estratégico, que os chefes jihadistas internacionais os colocaram de exemplo como mártires para imitar, e que os autores das atrocidades não atuaram sozinhos.
O problema para os países ocidentais radica em que se confunde agressão terrorista com um assunto policial, sem dar-lhe a categoria de segurança nacional que lhe corresponde. Finalmente, repete-se de maneira irresponsável a idéia de que as comunidades islâmicas são discriminadas, que a pobreza é causadora da radicalização e que as mesquitas ou centros de estudos corâmicos não têm nada a ver na radicalização de jovens nascidos no Ocidente, quase todos filhos de muçulmanos que receberam a liberdade que não tinham em seus países de origem.
E na ordem internacional, há dupla moral nos regimes da Arábia Saudita e Paquistão, que amiúde negam qualquer relação de seus funcionários com os terroristas islâmicos, em que pese que os documentos apreendidos do Estado Islâmico e da Al-Qaeda, assim como os interrogatórios a jihadistas, digam o contrário.
A isto soma-se o carnaval de interesses excludentes dos países afetados pelos jihadistas, com a óbvia falta de coordenação dos serviços de inteligência devido a desconfianças mútuas, ou nos casos do Paquistão, Arábia Saudita e seus satélites, dos quais há maiores evidências de cumplicidade com os terroristas.
Em síntese, toda ação terrorista por parte de qualquer jihadista no mundo é a conseqüência de um plano refinado e aprovado por estruturas superiores, de acordo com interesses táticos, estratégicos, políticos e geopolíticos. Em tal sentido, é duvidosa a existência de lobos solitários pois, ao tolerá-los, os grupos jihadistas poderiam cair na anarquia.


Tradução: Perigo Islamico

Família alemã viaja pra Rússia e solicita asilo alegando que seu país não é mais seguro por causa dos imigrantes.

 Andre Griesbach (à esquerda), filhas Julia (centro-esquerda) e Dominique (centro-direita), e da esposa Carola (à direita) são retratados com seus netos. Eles estão segurando uma bandeira russa sob uma variância da família da bandeira Saxônia


Uma família alemã viajou para a Rússia antes de reivindicar asilo – insistindo que sua terra natal não é mais segura por causa do fluxo de imigrantes sírios.
Carola Griesbach, 51, e seu marido André, 45, viajaram cerca de 1.400 milhas do norte da Alemanha para a Praça Vermelha de Moscou em uma van para escapar da "ditadura alemã".
Duas de suas filhas, Dominique e Julia, e quatro de seus netos também foram em uma “viagem espremida” na van.
A família deixou a Alemanha por uma série de razões, incluindo a de que eles estavam preocupados com a elevada taxa de crimes causados por imigrantes sírios recém chegados.
No entanto, ao chegarem na Rússia por volta da véspera de Ano Novo em 2015, eles foram barrados pela polícia em uma floresta nos arredores da capital russa com as autoridades batendo de volta os seus pedidos de asilo, pois o governo russo ainda considera a Alemanha um país "seguro" e por enquanto a família não está autorizada a se tornar requerentes de asilo. Mas os Griesbachs afirmam que não tiveram tempo para organizar a papelada mais adequada.

André disse: “Nós temos se preocupado com nossa segurança desde de 2013 quando diversos alemães fizeram um protesto contra o atual Governo em frente ao prédio do Bundestag [Parlamento]. entre Setembro e Dezembro.
Nós sentimos que a Alemanha não é mais um lugar seguro para nós, ou para criar os filhos.
Quando deixamos a Alemanha em dezembro de 2015 nós não tivemos tempo para organizar qualquer documento.
Nós tiramos apenas um visto de turista para que pudéssemos entrar no país. Não houve tempo para providenciar um visto de trabalho."

Desde que chegou a famosa Praça Vermelha da Rússia, os Griesbachs foram contando com a boa vontade do povo russo e tecnicalidades jurídicas para permitir-lhes para ficar.
Os Griesbachs afirmam que o acordo entre a Rússia e Alemanha para parar de lutar em 1918 não houve acordo de paz verdadeira, e que, portanto, os países ainda estão em guerra. Neste cenário, argumentam eles, o Estado russo tem o dever de protegê-los. E eles estão desesperados para ficar.

André disse: "Queremos ficar aqui e trabalhar. Nós não estamos interessados em viver fora do estado.
Muitas pessoas me ofereceram trabalho, como um agricultor ou um trabalhador da construção civil. Eu construí minha própria casa na Alemanha. Eu também poderia trabalhar como um tradutor ou um professor de língua alemã.
Na Alemanha você precisa tantas qualificações para obter alguns empregos, mas na Rússia você pode apenas fazê-lo. Eu vou ser feliz para trabalhar uma vez que o governo russo me permitir.
Estamos realmente esperando uma decisão para ficar. Estamos realmente livres aqui."

Trabalho como um tradutor pode ser um caminho longo, porém. O caso não está sendo ajudado por sua falta de compreensão do russo e seus fundos de sobrevivência estão secando rápido.

André acrescentou: "Meu russo não é muito bom por isso temos de ter todos os documentos traduzidos.
Como não temos muito dinheiro para sobrevivência, estamos contando com a boa vontade da população local para nos ajudar.
Mas os russos são incrivelmente bons. Ninguém pode vencê-los nesse sentido. Nós certamente não iria receber esse tipo de ajuda de alemães, porque eles são muito egoístas. "

Bem como o egoísmo dos seus colegas alemães, as acusações dos Griesbach sobre a Alemanha vão desde o número de refugiados e falta de democracia à imunização forçado e o "sexualização precoce" das crianças.

André disse: "As pessoas acreditam Alemanha é uma democracia, mas não é.
É moralmente corrupto e as pessoas não fazer sobre qualquer coisa como a pontualidade ou crime mais. Não há sociedade.
A sociedade russa é muito melhor, e Putin é muito melhor exemplo de um líder. O estado alemão é corrupto, então Putin é muito mais responsável do que Merkel.
Eles estão convidando todos os imigrantes mais para que eles possam provocar problemas no país e começar a guerra que o governo quer.
Nenhum país, mas a Alemanha quer que tantos estrangeiros em seu país.
A guerras da Síria são dos americanos pois eles começaram, a Alemanha ajudar a pagar por tudo, isso é estupidez.
Os serviços de proteção à criança são tão rápidos para levar as crianças longe de seus pais. Eles são pagos para fazê-lo, e é quase como o tráfico de crianças ... Nós estávamos preocupados que isso iria acontecer para nós.
E as crianças são expostas ao a sexualidade muito cedo através de roupas e fotos e livros. Não há nenhuma maneira de lutar contra ela.
É muito melhor aqui na Rússia. Eles se preocupam com a família e à coloca em primeiro lugar".

Carola disse: "Todo mundo conhece a situação manipuladora da mídia alemã, e sobre a relação entre os migrantes e a violência é. Os relatos da mídia são sobre uma pequena parte.
Não é seguro para as crianças ou mulheres na Alemanha mais.
A polícia raramente olha para os casos de violência, porque eles são impedidos de fazê-lo pelo sistema ou eles são atacados pelos ativistas dos requerentes de asilo.
Mas quero deixar claro - não temos nada contra os requerentes de asilo. Temos o dever de ajudar as pessoas em situação pior do que nós e que realmente precisam ajuda."

Quanto ao resto dos parentes que ficaram na Alemanha, a família diz que eles têm o seu total apoio deles.

André disse: "Falamos com os nossos parentes pelo Facebook eles estão a nos apoiar.
Não vamos vê-los novamente, a menos que eles vêm aqui para visitar. Viajar para qualquer lugar na UE está fora de questão para nós."

Eles têm recebido apoio de muito alemães em situação semelhante na Alemanha, no entanto. Os requerentes de asilo têm sido ridicularizados on-line por seus compatriotas de esquerda.

L. Klingenberg escreveu: "Honestamente, eu não sei se devo rir ou chorar por causa dos filhos. Antes de eu encher dinheiro para baixo suas gargantas, eu prefiro dar dinheiro para uma organização de refugiados local, que cuida de refugiados sírios requerentes de asilo”


Lara Kareglazka escreveu: "É uma pena que as crianças têm de sofrer para a idiotice dos pais e avós. Irresponsável e anti-social!"


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

França: magro arsenal jurídico contra o jihadismo


Há quatro meses das eleições primárias da direita e há nove meses da eleição presidencial, Hollande e Valls querem despedaçar o campo da direita, e atrair de novo o redil socialista a seus aliados habituais, comunistas, verdes e radicais.

A lassidão e a cegueira oficial continuam vigentes na França. Insensível ao clamor popular que pede mão dura contra o terrorismo islâmico, especialmente após a matança de 84 pessoas em Nice, o presidente François Hollande freou, através de seu primeiro-ministro Manuel Valls, tudo o que pôde para que o novo plano de segurança, negociado com a oposição na Assembléia Nacional, seja magro e mesquinho. Após sete horas de acalorado debate parlamentar com a direita, o compromisso que saiu disso só consta de três pontos: o prolongamento do estado de urgência até janeiro próximo, a possibilidade de realizar invasões domiciliares sem permissão de um juiz e a possibilidade de explorar os dados que se encontrarem em computadores e telefones apreendidos.

Com esse arsenal jurídico mínimo, a dupla Hollande-Valls pensa enfrentar a guerra bestial que o Daesh (ISIS) decretou à França.
O primeiro-ministro Valls teve de agüentar uma sabatina dos deputados quando sugeriu que seu governo havia feito “todo o necessário” contra o terrorismo. Cinco dias depois do massacre de Nice e oito meses depois da matança no Bataclan e no Hyper Cacher, em Paris, esse balanço é, para muitos, inaceitável. O partido gaullista Los Republicanos (LR) propõe há meses uma série de medidas que, sem ser milagrosas, poderiam melhorar a luta anti-terrorista e proteger mais eficazmente a população: reforçar o estado de urgência, aumentar o poder dos governadores, utilizar o direito de fazer invasões domiciliares administrativas, criar centros de retenção para os jihadistas que regressam à França, expulsar os estrangeiros condenados por haver cometido delitos, pôr tornozeleiras eletrônicas nos suspeitos de poder atentar contra a segurança nacional, fechamento das mesquitas salafistas, expulsão dos imanes estrangeiros que predicam o ódio anti-francês e anti-semita, culpabilizar os que consultam os portais web islâmicos e deter provisoriamente os menores envolvidos em delitos relacionados com a empresa terrorista.
Só três desses pontos foram adotados na noite da terça-feira passada. Nesse debate Manuel Valls mostrou-se resistente a adotar uma “legislação de exceção”, alegando que isso equivaleria a “abandonar o Estado de direito”.
Nada disso, retrucou Gérard Larcher, presidente do Senado: “O Senado presta grande atenção a respeito das liberdades, porém também procura de forma permanente a eficácia”, declarou. E insistiu: “Estamos em estado de guerra. O Estado de direito deve se ajustar ao estado de guerra”. O momento mais candente ocorreu quando Laurent Vauquiez, do LR, ante a insistência de Valls sobre a inconveniência de adotar um arsenal repressivo conseqüente, lhe lançou: “O senhor invoca a liberdade pessoal dos terroristas. Não há liberdade para os inimigos da República”.
A carga foi violenta e gerou protestos na bancada de esquerda, pois alude forçosamente a um caso de consciência que racha a credibilidade de Hollande: se seu governo não houvesse derrogado uma disposição do governo anterior, durante a presidência de Nicolas Sarkozy, o terrorista que massacrou 84 pessoas em Nice não teria podido cometer essa atrocidade: em sua qualidade de delinqüente estrangeiro, ele teria sido expulso da França após haver sido condenado, em março de 2006, por atos violentos cometidos contra um particular. Não o foi, pois, lamentavelmente, a ministra da Justiça de Hollande, Christiane Taubira, campeã da lassidão, desbaratou, por puro sectarismo, quase todas as reformas penais da era Sarkozy.
Na realidade, a lógica jurídica não é o que explica o angelicalismo suicida de Valls. A virulência do discurso governamental contra a oposição, contra suas propostas anti-terroristas, inclusive contra o informe da comissão parlamentar Fenech-Pietrasanta, deve-se, temem alguns observadores, a cálculos políticos egoístas.
A quatro meses das eleições primárias da direita e a nove meses da eleição presidencial, Hollande e Valls querem despedaçar o campo da direita e atrair de novo ao curral socialista seus habituais aliados comunistas, verdes e radicais, e preparar as profundas divisões no seio do PS, o qual está em crise, perde militantes e conta até com frações muito hostis ao governo Valls na Assembléia Nacional. Toda concessão no terreno da segurança seria vista, eles calculam, como um triunfo da direita e da extrema-direita, e como uma capitulação antes tais formações, o que reduziria ainda mais a escassa margem que François Hollande teria - no caso de ser de novo candidato da esquerda - de chegar ao segundo turno na eleição presidencial.
Tal estratégia explica por que, antes do atentado de Nice, muitas concessões foram feitas em matéria de (in)segurança, na perspectiva de impedir que a brecha não se amplie ainda mais no campo esquerdista.

Os resultados de tal política foram desastrosos porém, o que mais indigna a opinião pública é ver que a catástrofe de Nice não levou Hollande a reconhecer seus erros. “O tríptico emoção, comunicação e banalização, a partir do momento em que nos afastamos da tragédia, já não funciona”, denunciou Eric Ciotti. O deputado LR assinala assim o pernicioso trabalho de certa imprensa de esquerda, escrita e audio-visual, que insistia, no começo, no caráter islâmico do atentado de Nice, tese que o procurador François Moulains derrubou. Ele explicou as fases da rápida radicalização islâmica do terrorista, que havia começado a planejar sua matança sete meses antes deste 14 de julho. Ciotti aponta igualmente contra a tentativa da mesma imprensa de censurar, quando não de desvirtuar e ridicularizar as exigências da oposição. A imprensa adicta ao governo sugere, por exemplo, que a vaia massiva contra Valls em Nice foi instigada pela “extrema-direita fascista”, quando foi, na realidade, uma reação expontânea das pessoas ante a ira desatada pela ausência de força pública na terrível noite do atentado”.

ESCRITO POR EDUARDO MACKENZIE EM 28/ 07/ 2016